Turismo São Sebastião

11

abr
2018

Conheça um pouco mais sobre a história de São Sebastião antes de ir

Posted By : Redação/ 419 0

Entender todo o contexto histórico e cultural dos locais que visitamos é mais do que parte de uma boa viagem de férias. Os cenários e os trejeitos daqueles que nos recepcionam tomam um outro aspecto, muito mais inventivo e interessante do que se chegássemos com mala e cuia sem interesse algum no que já aconteceu por ali. São Sebastião é raiz da cultura caiçara brasileira. Por  que não mergulhar nisso?

Isle de Saint Sebastien

Nada mais justo do que entendermos por que São Sebastião leva o nome do santo, não? Adivinhe qual foi o dia em que Américo Vespúcio e toda a sua expedição passou pela ilha de São Sebastião (ainda não era…), hoje em dia conhecida como Ilhabela, outro ponto turístico irretocável? Quem é mais ligado em assuntos religiosos, certamente soube responder: 20 de janeiro, dia dele mesmo, mais precisamente no ano de 1502.

Não cometeremos o engano de achar que a área foi descoberta pelo europeus, negativo, aqui nós respeitamos nossos ancestrais mais antigos. Os moradores da terra escondida pela Mata Atlântica virgem e pura eram os Tupinambás, mais ao norte; estima-se que perto de onde encontramos Maresias,atualmente, estavam os Tupiniquins, mais ao sul.

Povoamento

Depois que os portugueses chegaram, sabemos que as terras começaram a ser divididas através das Capitanias Hereditárias, para pequenos nobres “merecedores” como presentes territoriais na colônia do País. Tudo para tentar conter um pouco a ação de corsários e de outras nações no espaço português, além da necessidade de reanimar a economia dos patrícios, que não ia lá muito bem.

Dessa forma, São Sebastião ficou como responsabilidade de Pero Lopes de Souza,  que era conhecida como Capitania de Santo Amaro e foi declarada como a primeira cidade mais antiga do Litoral Norte. A atração pelo território era natural, não pela beleza natural das praias, mas pela funcionalidade delas na hora de carregar ou descarregar embarcações.

Caminho do Ouro

Fenômeno natural a tantas cidades litorâneas do País, São Sebastião passou a ganhar mais relevância e atrair mais moradores pelo “escoamento” natural do ouro, das minas diretamente para os portos. Na verdade, devemos deixar claro que o porto relevante mesmo naquela época era o de Paraty e São Sebastião funcionava como escala, como caminho para aqueles que vinham do sul.

Com o passar do tempo, já no século XVIII, a corrida pelo ouro foi perdendo fôlego, dando espaço aos que tinham como proposta grandes plantações, principalmente a de cana-de-açúcar. Durante todo esse tempo, podemos dizer que São Sebastião viveu períodos de prosperidade, depois de um passado pacato entre o descobrimento e o início do transporte da pedra dourada.

Vale também lembrar que, nesse momento, já chamávamos o território de Vila de São Sebastião. O tempo passou, assim como o ímpeto pela cana-de-açúcar (vivemos de ciclos, não?), e é a partir desse momento que a Vila perde um pouco do protagonismo. A produção de café, que passou a ser a “moda” no País, não era viável na região, por questões geográficas, políticas e, principalmente, econômicas.

Foi exatamente nesse meio tempo que as pequenas vilas de pescadores foram tomando corpo, como forma de sobrevivência alternativa, sem possibilidade ou intenção de lucro. A combinação entre bananas, grãos e peixes, clássico da culinária caiçara, nasce a partir desse contexto, de suas necessidades. Quando estiver por aqui, quem sabe não é recebido por alguma família para provar a especiaria.

Depois disso, a tranquilidade e a pouca agitação econômica e estrutural foram tomando conta do município, exatamente como deveria ser, com uma ou outra mudança legislativa.

Turismo

Separe um dia para andar, entre as ruas cercadas por casas coloniais do séc. XVII e XVIII, e desfrutar do  centro de São Sebastião, da Igreja Matriz, da Capela de São Gonçalo e da Cadeia Pública. Com o passar do tempo, São Sebastião aceitou a condição de Estação Balneária, para sorte de todos, e procura manter sua aura caiçara\indígena, promovendo turismo responsável e cuidando de sua herança cultural.

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